(Ver: Capítulo I - Capítulo II - Capítulo IV- Capítulo V - Capítulo VI - CapituloVII - Capítulo VIII)
Apesar das chuvas, Virgílio pôde escutar as batidas na porta, quando Nelson, o violonista que trabalhava para os correios da capital, chegou trazendo uma caixa com a coleção de seis volumes da enciclopédia de física e assuntos da ciência que Virgílio encomendara, junto com um compêndio sobre assuntos espirituais e esotéricos. Desde o enterro de Júlia, quando foi feita a revelação da verdadeira origem de Augusto, que Virgílio vinha tentando provar uma teoria que ele criara ali, durante o sepultamento da cobra. Quando a última pá de terra caiu sobre o ataúde de Júlia, Virgílio já estava certo de que algumas pessoas que tentassem evitar sua própria morte de última hora, tinham suas almas transferidas para animais que mais detestassem durante a vida. E, provavelmente, foi o que acontecera à alma de Júlia Linhares, que percebera tardiamente que seu filho nascia, antes que ela pudesse encontrar-se com Demósio. Isso explicaria a visão de Berenice, quando dizia que a cobra era a mãe do menino; a inspiração, quando Dagmar e o padre Clemente escolheram 'Júlia' para nomear a cobra, que, na vida anterior, já atendia pelo mesmo nome; e até o cuidado exagerado que Júlia Linhares tinha em vida, consumindo a herança de seu pai, com doações sistemáticas que fazia às pequisas do tratamento de picadas de cobras venenosas, por possuir verdadeiro pânico por esse tipo de morte.
Diante de provas tão evidentes, Virgílio tentou persuadir Elza a apoiá-lo nas pesquisas, mas a mulher só ficou convencida quando o velho Simão, que trabalhava na padaria, foi encontrado morto em sua casa, com um caroço de manga carlotinha entalado na garganta. Simão era conhecido por suas superstições extremas, e todos sabiam que, apesar de sua patroa Carmen preparar a mais saborosa caranguejada da região, Simão nunca ousara experimentar um pedacinho sequer, alegando a má sorte que esse tipo de animal trazia, revelada no fato de não andarem para a frente. Poucos dias depois de sua morte, Arlindo chegava em casa com um amarrado de caranguejos de onde saiu Valter depois de fugir sete vezes da panela.
No quintal de Virgílio, havia um escritório improvisado pelo casal, onde reunia toda literatura que pudesse ajudar em suas pesquisas, além de objetos e relatos de provas cabais de sua teoria. O rapaz tomava todo o cuidado de não anexar aos seus registros, nenhum dado que pudesse vir a ser refutado.
Nilo, por várias vezes, tentou conhecer o segredo que Virgílio guardava naquele quarto, mas, além de Elza, a única pessoa que pôde entrar no recinto científico-espiritual foi Lena, uma das gêmeas Gonçalves. Lena e Alena eram gêmeas idênticas, desde pequenas sempre compartilharam tudo. Quando aprenderam a falar, as irmãs dividiam as frases em duas partes, e cada uma delas dizia uma das partes, de modo a economizar tempo. Acontece que, depois de moças, Alena abandonou a irmã, a pretexto de encontrar o marinheiro por quem se apaixonara. Por três meses, a moça planejara a viagem em que se encontraria com aquele que nunca tinha visto ou ouvido falar, mas que aparecia toda noite em seus sonhos planejando a fuga e o casamento. O marinheiro a aguardaria no porto da capital, todas as quintas-feiras, depois do apito de saída da barca da companhia pesqueira. O marinheiro ficaria ali parado, até que a embarcação fizesse a curva para trás dos rochedos, quando então tomaria seu rumo e só retornaria na quinta-feira seguinte.
Lena fez tudo para dissuadir a irmã da febre amorosa, com toda a sorte de argumentos: que o sonho de Alena poderia estar atrasado e ela encontraria o rapaz casado com outra; que aquele sonho era para ter sido entregue no sono de outra pessoa que conhecia o marinheiro; e até mesmo provando à irmã que ela mesma também tivera o mesmo sonho toda noite, e que, portanto, o marinheiro não era merecedor de credibilidade, por enviar recado em sonho a duas mulheres ao mesmo tempo. A verdade é que não havia nada que Lena pudesse fazer para demover a irmã daquela paixão ensandecida. E, assim, nunca mais se soube de Alena. Desde lá, Lena precisou reaprender a falar com a ajuda de Dagmar, a professora de piano, organista e secretária da igreja. Lena, quando ficou sozinha, só pronunciava as sentenças apenas até a metade, ficando o resto a ser completado por Alena, que partira ao encontro do noivo. Dagmar foi incansável, na tarefa de devolver à Lena a capacidade de falar as orações completas. No início, a professora precisou fazer a moça aprender a falar a segunda metade de cada frase. Nessa ocasião, Lena foi acometida de uma forte crise de identidade, certa de que, na verdade, fora ela mesma a que fugiu em busca do noivo marinheiro, e quem ficara na cidade teria sido Alena. A crise durou até quando começaram os sonhos visionários de Lena, onde ficava claro que a irmã estava morta, por ter partido em busca do anjo da morte, que se disfarçara de marinheiro para seduzir a moça.
Desde o primeiro sonho, Lena passou a vestir luto pela irmã falecida. Semanalmente, a moça encomendava missa pela alma de Alena, que havia sido enganada pelas artimanhas do ceifeiro. Foi quando Virgílio se interessou pelo caso da moça, que não encontrava ouvidos na cidade para chorar seu luto. Numa manhã chuvosa de sexta-feira, Virgílio lia em seu escritório com as janelas abertas, quando sentiu um forte cheiro de maresia vindo do fundo do quintal. Levantou-se, foi até a janela, e encontrou no parapeito, um sapo tremendo, se refugiando da chuva, e exalando um fortíssimo cheiro de maresia. Virgílio ficou surpreso com o seu estranho coaxar, além do fato de o animal tomar uma caneca inteira de café açucarado. À tarde, o rapaz foi até a biblioteca da igreja buscar alguma documentação sobre os costumes dos batráquios, quando encontrou Lena, que havia saído de uma de suas aulas de fala, e lia o obituário do jornal que o padre Clemente mandava vir da capital. Virgílio cumprimentou a moça, que respondeu com um meneio, sem tirar a atenção da leitura. Ao saber que Lena procurava pelo anúncio de morte da irmã, Virgílio se interessou pelo caso, acreditando que seria importante acompanhar um caso de morte desde o início, em busca de provas para sua teoria. A moça, sensibilizada pelo atenção dispensada à sua dor, prometeu colaborar com o professor (como ela o chamava), inclusive limpando seu escritório semanalmente. E foi num desses dias de limpeza, quando lustrava o peitoril das janelas, que Lena se deparou com o estranho visitante de Virgílio: o sapo.
Apavorada, a moça saiu aos berros chamando o professor, que esclareceu se tratar de um amigo visitante eventual dos dias molhados. Nos dias que se seguiram, Lena foi se habituando à visita do animal. Trazia-lhe agrados de todo tipo (biscoitos frutas e geléias), todos saboreados pelo pequeno bicho com muito gosto. Por várias vezes, Lena tentou remover o cheiro de maresia do sapo, através de banhos com lanolina, sabão e lavanda, mas, em menos de uma hora, o mau cheiro estava de volta com a mesma intensidade de antes.
Virgílio, semanalmente, entrevistava Lena sobre os costumes, gostos e aversões de sua irmã gêmea. O professor suspeitava que seu visitante fosse o hospedeiro da alma de Alena, visto o cheiro de maresia e a afinidade com a irmã abandonada, e principalmente quando soube por Lena que a irmã tinha verdadeira fobia por sapos, rãs e pererecas. Mas suas dúvidas se tornaram certezas, depois que encontrou a moça completando o coaxar do bicho, que sempre pareceu estranho para Virgílio, pois, na verdade, o sapo apenas emitia a metade de seu ruído. Virgílio verificou que, quando o animal gritava “coa...”, Lena completava ”...ch”. Depois disso, não restavam dúvidas a respeito da incorporação da alma de Alena no corpo do batráquio. O gosto do bicho por café extremamente adoçado, biscoitos, frutas, geléias e guloseimas, se explicava pelo mesmo gosto de Alena, relatado por sua irmã gêmea. Restava descobrir agora como morrera a menina. Pelo cheiro de maresia, podia-se ter uma idéia do tempo em que a moça ficara exposta aos ares marinhos, mas apenas isso, pois qualquer outra informação exigiria de Virgílio uma longa viagem à capital, ou então o domínio do idioma dos batráquios, para que pudesse entrevistar o sapo que, à essa altura, carecia de um nome. Virgílio decidiu que levaria o sapo para que Dagmar e o padre Clemente escolhessem o nome do bicho, baseado na inspiração correta que tiveram, quando escolheram o nome para Júlia.
Quando chegou à igreja com o animal, e pediu que ambos fizessem a escolha, Dagmar prontamente respondeu: - Pedro! Ao que o pároco concordou de imediato. Apesar de o sapo realmente possuir um aspecto semelhante à uma pedra, Virgílio se sentiu frustrado com o nome escolhido, visto que esperava algo em homenagem à falecida gêmea Gonçalves. Mas, além de nenhum morador da cidade acreditar na morte da moça, havia o agravante de o bicho aparecer sempre nos dias de chuva, e Dagmar acreditava que fosse o santo a enviá-las.
Virgílio voltou para casa um pouco desanimado, com Pedro dentro de uma cesta, protegido da chuva. No caminho, pensava numa forma de conversar com Lilás, que, além de ser íntima dos animais, era a maior amiga de Alena, e depositária de alguns segredos da falecida. No dia seguinte, determinado em desvendar o caso, Virgílio saiu mais cedo para a farmácia do que o costume, para encontrar Lilás alimentando os passarinhos que vinham em busca das migalhas que a moça lhes oferecia todo dia. Lilás, assim como Virgílio e Assunta, trabalhava com Nilo na famácia. As mulheres preparavam as colônias, lavandas e tudo que perfumasse, roupas pessoas ou ambientes. Nilo se atinha a todas as fórmulas, e Virgílio mantinha o laboratório abastecido e os equipamentos funcionando e calibrados. A pretexto de ajudar Lena a encontrar sua gêmea perdida, Virgílio se aproximou de Lilás, buscando quantas informações fossem possíveis sobre a amiga. A moça estava destraída, ocupada com o treinamento dos pássaros encarregados em deixar cair pétalas de rosas sobre ela, quando entrasse na igreja na marcha nupcial, mas não se opôs a ajudar Virgílio em suas investigações.
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Diante de provas tão evidentes, Virgílio tentou persuadir Elza a apoiá-lo nas pesquisas, mas a mulher só ficou convencida quando o velho Simão, que trabalhava na padaria, foi encontrado morto em sua casa, com um caroço de manga carlotinha entalado na garganta. Simão era conhecido por suas superstições extremas, e todos sabiam que, apesar de sua patroa Carmen preparar a mais saborosa caranguejada da região, Simão nunca ousara experimentar um pedacinho sequer, alegando a má sorte que esse tipo de animal trazia, revelada no fato de não andarem para a frente. Poucos dias depois de sua morte, Arlindo chegava em casa com um amarrado de caranguejos de onde saiu Valter depois de fugir sete vezes da panela.
No quintal de Virgílio, havia um escritório improvisado pelo casal, onde reunia toda literatura que pudesse ajudar em suas pesquisas, além de objetos e relatos de provas cabais de sua teoria. O rapaz tomava todo o cuidado de não anexar aos seus registros, nenhum dado que pudesse vir a ser refutado.
Nilo, por várias vezes, tentou conhecer o segredo que Virgílio guardava naquele quarto, mas, além de Elza, a única pessoa que pôde entrar no recinto científico-espiritual foi Lena, uma das gêmeas Gonçalves. Lena e Alena eram gêmeas idênticas, desde pequenas sempre compartilharam tudo. Quando aprenderam a falar, as irmãs dividiam as frases em duas partes, e cada uma delas dizia uma das partes, de modo a economizar tempo. Acontece que, depois de moças, Alena abandonou a irmã, a pretexto de encontrar o marinheiro por quem se apaixonara. Por três meses, a moça planejara a viagem em que se encontraria com aquele que nunca tinha visto ou ouvido falar, mas que aparecia toda noite em seus sonhos planejando a fuga e o casamento. O marinheiro a aguardaria no porto da capital, todas as quintas-feiras, depois do apito de saída da barca da companhia pesqueira. O marinheiro ficaria ali parado, até que a embarcação fizesse a curva para trás dos rochedos, quando então tomaria seu rumo e só retornaria na quinta-feira seguinte.
Lena fez tudo para dissuadir a irmã da febre amorosa, com toda a sorte de argumentos: que o sonho de Alena poderia estar atrasado e ela encontraria o rapaz casado com outra; que aquele sonho era para ter sido entregue no sono de outra pessoa que conhecia o marinheiro; e até mesmo provando à irmã que ela mesma também tivera o mesmo sonho toda noite, e que, portanto, o marinheiro não era merecedor de credibilidade, por enviar recado em sonho a duas mulheres ao mesmo tempo. A verdade é que não havia nada que Lena pudesse fazer para demover a irmã daquela paixão ensandecida. E, assim, nunca mais se soube de Alena. Desde lá, Lena precisou reaprender a falar com a ajuda de Dagmar, a professora de piano, organista e secretária da igreja. Lena, quando ficou sozinha, só pronunciava as sentenças apenas até a metade, ficando o resto a ser completado por Alena, que partira ao encontro do noivo. Dagmar foi incansável, na tarefa de devolver à Lena a capacidade de falar as orações completas. No início, a professora precisou fazer a moça aprender a falar a segunda metade de cada frase. Nessa ocasião, Lena foi acometida de uma forte crise de identidade, certa de que, na verdade, fora ela mesma a que fugiu em busca do noivo marinheiro, e quem ficara na cidade teria sido Alena. A crise durou até quando começaram os sonhos visionários de Lena, onde ficava claro que a irmã estava morta, por ter partido em busca do anjo da morte, que se disfarçara de marinheiro para seduzir a moça.
Desde o primeiro sonho, Lena passou a vestir luto pela irmã falecida. Semanalmente, a moça encomendava missa pela alma de Alena, que havia sido enganada pelas artimanhas do ceifeiro. Foi quando Virgílio se interessou pelo caso da moça, que não encontrava ouvidos na cidade para chorar seu luto. Numa manhã chuvosa de sexta-feira, Virgílio lia em seu escritório com as janelas abertas, quando sentiu um forte cheiro de maresia vindo do fundo do quintal. Levantou-se, foi até a janela, e encontrou no parapeito, um sapo tremendo, se refugiando da chuva, e exalando um fortíssimo cheiro de maresia. Virgílio ficou surpreso com o seu estranho coaxar, além do fato de o animal tomar uma caneca inteira de café açucarado. À tarde, o rapaz foi até a biblioteca da igreja buscar alguma documentação sobre os costumes dos batráquios, quando encontrou Lena, que havia saído de uma de suas aulas de fala, e lia o obituário do jornal que o padre Clemente mandava vir da capital. Virgílio cumprimentou a moça, que respondeu com um meneio, sem tirar a atenção da leitura. Ao saber que Lena procurava pelo anúncio de morte da irmã, Virgílio se interessou pelo caso, acreditando que seria importante acompanhar um caso de morte desde o início, em busca de provas para sua teoria. A moça, sensibilizada pelo atenção dispensada à sua dor, prometeu colaborar com o professor (como ela o chamava), inclusive limpando seu escritório semanalmente. E foi num desses dias de limpeza, quando lustrava o peitoril das janelas, que Lena se deparou com o estranho visitante de Virgílio: o sapo.
Apavorada, a moça saiu aos berros chamando o professor, que esclareceu se tratar de um amigo visitante eventual dos dias molhados. Nos dias que se seguiram, Lena foi se habituando à visita do animal. Trazia-lhe agrados de todo tipo (biscoitos frutas e geléias), todos saboreados pelo pequeno bicho com muito gosto. Por várias vezes, Lena tentou remover o cheiro de maresia do sapo, através de banhos com lanolina, sabão e lavanda, mas, em menos de uma hora, o mau cheiro estava de volta com a mesma intensidade de antes.
Virgílio, semanalmente, entrevistava Lena sobre os costumes, gostos e aversões de sua irmã gêmea. O professor suspeitava que seu visitante fosse o hospedeiro da alma de Alena, visto o cheiro de maresia e a afinidade com a irmã abandonada, e principalmente quando soube por Lena que a irmã tinha verdadeira fobia por sapos, rãs e pererecas. Mas suas dúvidas se tornaram certezas, depois que encontrou a moça completando o coaxar do bicho, que sempre pareceu estranho para Virgílio, pois, na verdade, o sapo apenas emitia a metade de seu ruído. Virgílio verificou que, quando o animal gritava “coa...”, Lena completava ”...ch”. Depois disso, não restavam dúvidas a respeito da incorporação da alma de Alena no corpo do batráquio. O gosto do bicho por café extremamente adoçado, biscoitos, frutas, geléias e guloseimas, se explicava pelo mesmo gosto de Alena, relatado por sua irmã gêmea. Restava descobrir agora como morrera a menina. Pelo cheiro de maresia, podia-se ter uma idéia do tempo em que a moça ficara exposta aos ares marinhos, mas apenas isso, pois qualquer outra informação exigiria de Virgílio uma longa viagem à capital, ou então o domínio do idioma dos batráquios, para que pudesse entrevistar o sapo que, à essa altura, carecia de um nome. Virgílio decidiu que levaria o sapo para que Dagmar e o padre Clemente escolhessem o nome do bicho, baseado na inspiração correta que tiveram, quando escolheram o nome para Júlia.
Quando chegou à igreja com o animal, e pediu que ambos fizessem a escolha, Dagmar prontamente respondeu: - Pedro! Ao que o pároco concordou de imediato. Apesar de o sapo realmente possuir um aspecto semelhante à uma pedra, Virgílio se sentiu frustrado com o nome escolhido, visto que esperava algo em homenagem à falecida gêmea Gonçalves. Mas, além de nenhum morador da cidade acreditar na morte da moça, havia o agravante de o bicho aparecer sempre nos dias de chuva, e Dagmar acreditava que fosse o santo a enviá-las.
Virgílio voltou para casa um pouco desanimado, com Pedro dentro de uma cesta, protegido da chuva. No caminho, pensava numa forma de conversar com Lilás, que, além de ser íntima dos animais, era a maior amiga de Alena, e depositária de alguns segredos da falecida. No dia seguinte, determinado em desvendar o caso, Virgílio saiu mais cedo para a farmácia do que o costume, para encontrar Lilás alimentando os passarinhos que vinham em busca das migalhas que a moça lhes oferecia todo dia. Lilás, assim como Virgílio e Assunta, trabalhava com Nilo na famácia. As mulheres preparavam as colônias, lavandas e tudo que perfumasse, roupas pessoas ou ambientes. Nilo se atinha a todas as fórmulas, e Virgílio mantinha o laboratório abastecido e os equipamentos funcionando e calibrados. A pretexto de ajudar Lena a encontrar sua gêmea perdida, Virgílio se aproximou de Lilás, buscando quantas informações fossem possíveis sobre a amiga. A moça estava destraída, ocupada com o treinamento dos pássaros encarregados em deixar cair pétalas de rosas sobre ela, quando entrasse na igreja na marcha nupcial, mas não se opôs a ajudar Virgílio em suas investigações.
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