Helena
Você provavelmente chegou até aqui através das mãos do acaso. Talvez não fique nem mesmo o tempo suficiente para ler essa mensagem...
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
PARECE MENTIRA.....
Helena
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Meu amigo HSTR - Helman
( a respeito do seu comentário no meu texto postado em 22 de abril de 2009)
Creio meu amigo, que a loucura esteja presente em toda e qualquer criatura humana. O que difere de uma pessoa para a outra, é o quanto ela já rompeu com aquela parte que chamam de "sanidade". É fato que quando ela romper definitivamente ela nunca mais falará a respeito de sua própria loucura , visto que este será seu estado natural, não lhe restando a crítica "sã. A questão, na minha opinião é claro, não é o quanto somos loucos, mas sim o quanto ainda temos de "são" para administrarmos satisfatoriamente, essas nossas duas faces, e nos tornarmos, ao menos, toleráveis socialmente. Quanto ao "enaltecer a loucura", citado no seu comentário, isso vai depender das lentes que se usa quando se lê um texto. Onde você enxergou "enaltecimento" eu escrevi “dor”. Não falávamos ali sobre "loucos" vítimas de transtornos patológicos. Falávamos, sim, de loucuras internas. Loucuras internas são aquelas que persistiram por não conseguirmos dominá-las no árduo combate que travamos durante a construção de nossas personalidades. Durante o processo de nossa formação, nossas figuras parentais, nos injetam doses maciças de algo que não somos nós e, durante esse processo, precisamos estar todo o tempo em conflito entre o “eu” e o “eu do outro”. É claro que não saímos impunes dessa batalha! Criamos um mundo de fantasias para que possamos transitar entre essas duas dimensões do “eu”. A essas fantasias dou o nome de “loucuras”. Aquilo que muitas vezes rotulamos em outra pessoa como um “desagradável comportamento”, muitas vezes é um dos aspectos da sua (dela) loucura. Quando, por amor, tentamos nos adequar ou, até, adotarmos idêntico comportamento (que não é naturalmente nosso), pode vir a ocorrer aquilo que menciono no meu texto, que foi a razão do seu comentário postado. Confesso que estranhei a sua escolha nos adjetivos usados em seu comentários. Mais pareciam comentários de alguém indignado com algo tão simples e comum. Talvez sua própria “loucura” seja totalmente avessa e esse tipo de uso do termo, julgado por você, como algo “clichetizado”, quando sua crítica poderia ter, de minha parte, o mesmo adjetivo. Mas sou obrigada a concordar quando você fala do que há de poético nesse tipo de loucura, mas até mesmo sobre isso eu gostaria de dizer que, mais uma vez na minha opinião, não existe poesia sem loucura nem a loucura (seja ela qual for) sem poesia, pois ambas se encontram emaranhadas entre si no nosso mundo interno chamado sensibilidade. Talvez tudo que falei seja clichê, ou talvez sejam clichês seus comentários sobre tudo o que falei, mas, parafraseando o louco-poeta, William Shakespeare, “Há mais loucura no mundo ‘são’ do que supõe a sua ‘sã’ filosofia”
Com carinho
Helena
Obs.: acho que já podemos dizer que retornamos às nossas trocas (risos carinhosos)
Com carinho
Helena
Obs.: acho que já podemos dizer que retornamos às nossas trocas (risos carinhosos)
sexta-feira, 24 de abril de 2009
A DESCOBERTA DO ÓBVIO
Helena (que coisinha mais clichê!)
"Não tente acompanhar minha loucura, você vai acabar se perdendo."
Helena (bom, agora melhorou um pouco!)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Alguma coisa me fez lembrar ....
Eu escrevo para quem?
Voltei hoje a esse blog onde, mais me escondo do que me exponho.
Voltei por que reparei, por acidente, que havia um novo comentário, nos meus textos.
Gozado como as coisas são! De repente lembrei que sou escritora. De fato, não me acostumo com essa idéia de ser escritora, mas você me lembrou disso postando no meu blog. Tenho o hábito de me perder em meus pensamentos com tanta dedicação que minhas mãos e disposição não conseguem acompanhar escrevendo. Outro dia eu estava pensando no que Adriana Calcanhoto falou na letra de sua música "Esquadros": "Eu canto para quem?". Eu poderia dizer o mesmo "Eu escrevo para quem?", ou, "Eu escrevo por que", ou, "Eu escrevo pra que? "... Tive uma grande amiga (ela era pequenina no tamanho, mas grande demais pro meu coração) ela tentou me desvendar... Tarefa árdua por certo, pois sempre essa tentativa nos conduz para o julgamento ou, pior, para o veredicto. Talvez ela, por amor, tenha tentado acompanhar minha loucura e deixou de lado a dela, e posso garantir: loucura abandonada vira um mostro que, na maioria das vezes, devora tudo ao seu redor. Sim ela seguiu a minha loucura e se perdeu e não se achou ali. E, perdida, com medo, desesperada, não conseguia voltar... e me culpou por isso. Retornando às pressas pra sua própria loucura ela me entrega os resultados de sua aventura, me apresentando a uma outra dimensão de mim mesma, fruto da sua própria imaginação, e criado na experiência insana de tentar deixar de ser ela. Sim, ela deixou de ser ela, pois precisou largar sua pesada bagagem pelo caminho enquanto me seguia tentando me acompanhar em círculos, por que loucura caminha em círculos. Foi quando de repente ela percebeu que girava insanamente num carrossel que não era o dela e, por isso, estava incapacitada de desligar pra descer e tomar ar. Ela insistiu em permanecer na roda, tenho certeza, toda vez que o giro lançava-a (lançava-a que palavra ridícula! eu poderia escrever lançava ela), ela pulava de volta na tentativa recursiva de desligar, e examinar meticulosamente as partes da engrenagem. Por fim, cansada e frustrada, antes do seu salto final, deixou uma granada de sentimentos contidos na esperança de destruir de vez o carrossel, e jamais correr o risco de tentar voltar. Os danos da explosão não foram capazes de parar a roda, os danos não atigiram o eixo, que sou eu... e a roda continua girando e girando e girando e girando e girando ... até quando?
Voltei hoje a esse blog onde, mais me escondo do que me exponho.
Voltei por que reparei, por acidente, que havia um novo comentário, nos meus textos.
Gozado como as coisas são! De repente lembrei que sou escritora. De fato, não me acostumo com essa idéia de ser escritora, mas você me lembrou disso postando no meu blog. Tenho o hábito de me perder em meus pensamentos com tanta dedicação que minhas mãos e disposição não conseguem acompanhar escrevendo. Outro dia eu estava pensando no que Adriana Calcanhoto falou na letra de sua música "Esquadros": "Eu canto para quem?". Eu poderia dizer o mesmo "Eu escrevo para quem?", ou, "Eu escrevo por que", ou, "Eu escrevo pra que? "... Tive uma grande amiga (ela era pequenina no tamanho, mas grande demais pro meu coração) ela tentou me desvendar... Tarefa árdua por certo, pois sempre essa tentativa nos conduz para o julgamento ou, pior, para o veredicto. Talvez ela, por amor, tenha tentado acompanhar minha loucura e deixou de lado a dela, e posso garantir: loucura abandonada vira um mostro que, na maioria das vezes, devora tudo ao seu redor. Sim ela seguiu a minha loucura e se perdeu e não se achou ali. E, perdida, com medo, desesperada, não conseguia voltar... e me culpou por isso. Retornando às pressas pra sua própria loucura ela me entrega os resultados de sua aventura, me apresentando a uma outra dimensão de mim mesma, fruto da sua própria imaginação, e criado na experiência insana de tentar deixar de ser ela. Sim, ela deixou de ser ela, pois precisou largar sua pesada bagagem pelo caminho enquanto me seguia tentando me acompanhar em círculos, por que loucura caminha em círculos. Foi quando de repente ela percebeu que girava insanamente num carrossel que não era o dela e, por isso, estava incapacitada de desligar pra descer e tomar ar. Ela insistiu em permanecer na roda, tenho certeza, toda vez que o giro lançava-a (lançava-a que palavra ridícula! eu poderia escrever lançava ela), ela pulava de volta na tentativa recursiva de desligar, e examinar meticulosamente as partes da engrenagem. Por fim, cansada e frustrada, antes do seu salto final, deixou uma granada de sentimentos contidos na esperança de destruir de vez o carrossel, e jamais correr o risco de tentar voltar. Os danos da explosão não foram capazes de parar a roda, os danos não atigiram o eixo, que sou eu... e a roda continua girando e girando e girando e girando e girando ... até quando?
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