Outro dia assisti a um vídeo onde uma atriz estrangeira e homossexual questionava as declarações de Bolsonaro. Minha vontade primeira foi a de compartilhar com todo o universo. Mas ponderei revi o vídeo e percebi de eu não estaria colaborando com nada e talvez até reforçando as idéias dessa criaturinha traquina de idéias. Cheguei a constatação de que isso só reforçaria o comportamento de homofóbicos que, independente do conteúdo do que está sendo dito, costumam ter a tendência crônica de bater palma pra maluco. Agora é hora de propagarmos as vitórias da luta contra a discriminação, e as punições aplicadas aos comportamentos discriminatórios. Propagar homenzinho afetado se dizendo hetero? Não percamos tempo com isso! Só vai reforçar essas patetices e criancices que emergem no meio da comunidade da ejaculação precoce homofóbica. Talvez por excesso de surra na infância, Esse sujeito tenha se transformado na criatura que ele exalta tanto. Não adianta bater palma pra maluco,nós temos a responsabilidade de evitar que esse pateta apareça na internet. Promover vídeos como esse é promover o próprio Bolsonaro, pois seus fãs, não possuem a massa encefálica necessária pra entender o que está sendo dito. Nós temos, nós entendemos, mas eles não tem, e se agarrarão mais ainda na idéia, pra não despencarem no poço vazio de suas próprias incapacidades. Pessoas como esse sujeito só se criam em países como o nosso, onde os patetas são burros, e as pessoas que pensam, sofrem de uma fé insana de que conseguirão despertar o bom senso em gente como essa. Sim, deveria correr a boca miúda a idéia de banir esse homem (homem?) do mapa da internet. Lutemos contra a homofobia e não contra esses punheteiros de chuveiro que precisam apanhar quando criança, pra no final obter ereção com idéias tão fraquinhas. Não precisamos ajudar a exaltar pessoas como ele, pois os homofóbicos sofrem de orgasmo precoce quando escutam a voz desse sorvetão.Ele mesmo contou o segredo de como chegar a ser o que ele é! Ele apanhou sim, e se apanhou foi pra deixar de ser o que era sua tendência natural. Acabou se desmunhecando às avessas... e qualquer tipo de divulgação desse tipo, onde um pessoa imbecil como esse cara fala tanta patetice com aquela linguinha presa, típica de alguém que prende alguma coisa mais, só aumentaria a fúria de seus iguais. Estou convencida de que essa criatura apanhou demais quando criança. Apanhou mesmo! E funcionou! Funcionou até demais, ele é macho, mesmo que tenha desejado não ser, ele é! Por outro lado não conhece muito como humano, pois o que poderia sobrar de dignidade humana nessa criatura, se foi por completo. Minha preocupação é que ele encontre eco, naqueles que não levaram surra quando crianças, e que hoje se sentem livres pra levantar a bandeira da discriminação explícita e violenta. Isso sim é falta de surra, no caso de Bolsonaro foi excesso. Mas ele tem seus adeptos os que apanharam muito e os que não apanharam nada. No meio ficam aqueles que construíram suas convicções paralelamente com a evolução do mundo. Bolsonaro só brilha no Brasil, por que no Brasil, atualmente, qualquer absurdo tem sido aceitável.(Helena Antoun)
Você provavelmente chegou até aqui através das mãos do acaso. Talvez não fique nem mesmo o tempo suficiente para ler essa mensagem...
terça-feira, 6 de setembro de 2016
AH, BRAÇOS… HÁ BRAÇOS… ABRAÇOS
Ontem fechei meus olhos, pra morrer por algumas horas, e descansar o corpo, pois, a alma persiste sendo incansável... Hoje ressuscitei cheia de vontade de sair por aí abraçando… Quero sempre abraçar a todos, mas no dia de hoje, não sei porque, me deu mais vontade ainda de abraçar... Abraçar a humanidade... Minha sensibilidade foi, é, e sempre será assim... visceral... Um abraço bem apertado em todos vocês, meus queridos... Daqueles abraços que nos faz presumir a batida do coração do outro, apenas pelo olhar que se dá quando o abraço termina. Aquele abraço que evita palavras, pois, qualquer uma que a gente escolha, com certeza vai subtrair o momento. O abraço que termina com olhos nos olhos, e mãos segurando mãos... E que o universo continue olhando por todos nós!!!! (Helena Antoun)
OLHOS NO OLHO
"Não havendo slide, cartaz, retro-projeção, ou qualquer outra ilustração para a qual ele apontasse, era para os olhos do professor que eu estaria olhando durante toda a palestra…"
É, no mínimo intrigante o fato de, sempre dirigirmos nosso olhar para os olhos da pessoa com quem interagimos. Porque, sim, é fato que só estaremos olhando o outro se estivermos olhando para seus olhos, mesmo sabendo que resta uma porção imensa de corpo para ser olhado. Se eu me dirijo ao meu cãozinho, seus olhos estarão cravados nos meus. Se o repreendo, ele imediatamente me olhará nos olhos, e, envergonhado, desviará o olhar exatamente dos meus olhos. Um bebê sendo embalado, pode correr seu olhar pelo rosto da mãe, mas logo se fixará novamente nos olhos dela. Até os doentes que não podem mais falar ou gesticular não olharão outra coisa senão seus olhos, quando você se aproxima de seu leito. Um palestrante, lá longe no palco, discorre sobre algum tema e você, na platéia, estará olhando seus olhos. Quando assistimos um filme ou programa ou peça de teatro, passamos nosso olhar na cena o tempo todo, mas o repousamos nos olhos da personagem que detém a fala. Onde isso está determinado? Quem foi que ensinou ao bebê ou ao cachorrinho, que se deve dirigir o olhar para os olhos de quem interage com eles? Que tipo de energia poderosa é essa, capaz de captar a tentativa de captura proveniente do olhar? Os poetas são incansáveis relatando os prodígios e a beleza do olhar humano, olhos espelhos da alma, os olhos falam… místicos esgotam temas sobre a energia do olhar humano, olho gordo, vibrações positivas do olhar… Mas a ciência ainda não foi seduzida pelo tema, restando apenas a certeza de que só estaremos olhando o outro se estivermos olhando nos seus olhos. Por que? O que exatamente acontece ali? Deve haver um mundo de descobertas nessa linha de energia, talvez um portal para um novo mundo… Um dia a humanidade se interessará por tudo isso e, oxalá vivamos o suficiente para desfrutarmos dessas respostas.(Helena Antoun)
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
A gente avisou, poiZé, entranto, no fringir dos ovos, ainda que logre, senão vejamos…
Não adianta procurar palavras pra expressar o vazio que paira dentro do peito de cada brasileiro. Uns por que já sabiam e não puderam evitar. Outros pela verve de hienas que trazem dentro de si. Outros por não saberem, acharem que sabiam e também não poderiam evitar se soubessem, então decidiram atrapalhar. Agora, vamos todos pagar por “isso". E quem escolheu "isso", nem sabe de que "isso" estamos falando, pois quando escolheram, também nem sabiam o que escolhiam. E "isso" é só o começo ... esperem pra ver como termina “isso". O que "isso"minha gente? Ressaca? "Isso" que dá escolher o vinho errado! (Helena Antoun)
A palavra “humildade” tem sua origem no grego antigo, e sua fonte foge um pouco do conceito que temos do termo. A palavra que originou “humildade” foi a grega HUMUS, que significa “terra”. Este mesmo vocábulo da antiga Grécia também deu origem as palavras “homem” e “humanidade”. Significando primeiramente “terra fértil” e “criatura nascida da terra”, se desenvolveu até ter o significado que conhecemos hoje. “Humilde“, obviamente tem a mesma origem em HUMUS, e vem do grego HUMILIS, que significava literalmente “aquele/aquilo que fica no chão”.
A ÚMIDA HUMILDADE
A definição de humildade não é absoluta, pois, encontram-se diversas versões, até mesmo contraditórias, estando principalmente ligada a fundamentações religiosas. Não é uma prática, onde se decide: "a partir de hoje, vou ser humilde”. Não permite a afirmação: "sou uma pessoa humilde”. É uma postura que busca a manutenção do bem, sem proclamar resultados. É uma percepção exata de nossos atributos bons, que serão postos em prática, e maus, que serão evitados. Diferente da modéstia que faz com que neguemos nossos próprios valores, a humildade nos dá a dimensão exata, ou quase exata, dos mesmos nas limitações e no brilhantismo. Faz com que nos reconheçamos como parte de um bem e uma igualdade comum, permitindo o foco sobre os resultados, e não sobre a autoria dos mesmos. Aceitar o próprio brilho, sem vaidade, os defeitos, sem menos-valia, e o reconhecimento público de ambos, pode se considerar uma postura humilde.
Conhecida como “a virtude do bom senso”, sentimentos como: “sou melhor que…”; “sou pior que…”; “sou mais que…”; “sou menos que…” - e tantos outros, nunca irão emergir numa postura humilde, pois, a humildade não atribui a nós mesmos, em relação aos demais, quaisquer adjetivos comparativos, limitando-nos apenas ao reconhecimento de “sermos iguais”, e, tão somente, “sermos iguais”.
Numa hierarquia social, quando vemos alguém mais privilegiado se dirigir com igualdade a uma pessoa “comum”, temos tendência a chamar de atitude de humilde. Em contrapartida, se o contrário acontece, nossa tendência é olhar a atitude como abuso, ou petulância, quando na verdade ambas são atitudes igualitárias, e passíveis de refletirem, tanto a humildade, quanto qualquer outra intenção por detrás. A humildade não enxerga hierarquia ou desigualdade, seja num sentido, ou no outro.
Se me fosse permitida uma definição, eu diria que humildade é a virtude da "percepção", ou "não percepção” sobre nós mesmos, e sobre nossas capacidades e limitações; não enxerga a desigualdade; mantém claro nosso papel na busca da construção do bem comum; podendo brotar espontaneamente como fruto de nossa vivência… e ainda ousaria um exemplo (entre tantos outros): Madre Teresa de Calcutá
Por ser uma virtude, e intimamente ligada à auto-consciência, creio que a humildade seja necessariamente uma característica absoluta do indivíduo, e, não, que possa estar presente em alguns de nossos aspectos e atitudes, e ausente em outros. Por ser considerada “a virtude do bom senso”, podemos dizer que a busca pela manutenção da igualdade e bem comum, enquanto virtude, e pela auto-consciência, enquanto bom senso, gera em nós um terreno fértil e propício à subsequente e espontânea germinação da humildade. Importante lembrar que nada disso pode ser considerado, se não houver a existência do Amor como parâmetro primordial. (Helena Antoun)
Do Grego EMPATHEIA, Em ou en significa estar dentro Pathos ou path é uma palavra grega que significa paixão, passagem, sofrimento, assujeitamento, sentimento e ligação afetiva . A ideia é estar “dentro” do sentimento alheio.
EMPATIA
Nos colocarmos no lugar do outro, é algo muito difícil, mas sermos pessoas empáticas, é muito mais. A empatia nos faz 'ser' o outro sem que nos percamos no universo emocional do outro. Isso vai exigir de nós que o desejo de entender, seja maior do que o desejo de desvendar; que a vontade de ajudar seja maior que a vontade de descobrir; e principalmente que a capacidade de 'ser' o outro supere a capacidade de se colocar no lugar do outro, pois, precisamos compreendê-lo através de seus olhos, e, não dos nossos. Se levarmos os nossos, não enxergaremos absolutamente nada. A empatia é um exercício eterno, chega a ser uma cruz que se carrega, e que desarma todas as nossas defesas diante do imenso mundo emocional do próximo.
Nos despojarmos de nossos olhos e sentimentos, e vestirmos o olhar do outro para conseguirmos sentir o que o outro sente...
Se não sentirmos o que o outro sente, foi porque falhamos.
Ainda que logremos sucesso, estaremos distante do sucesso total, pois sempre nos restará a prerrogativa de nos salvarmos voltando a ser nós mesmos.
Por todas essas razões, a empatia é um exercício eterno, é uma "tentativa de".
Para que tudo isso se dê, é necessário que a coragem seja maior que o desejo, pois, quando a empatia se estabelece, a omissão terá que fazer as malas... Topas? (Helena Antoun)
POIS É, PRA QUE?
*** Na bagunça das minhas contraditórias opiniões...***
Grande é a nossa desolação
A luta contra a corrupção nas esferas governamentais brasileiras, não é, nem deveria ser, uma luta de extremistas que, no meio da passeata, precisam reler o que está escrito nos cartazes que carregam, pra lembrar o motivo pelo qual estão lutando…
É assim que vejo o panorama dessa guerrinha patética. Sim, "guerrinha patética”! Mais parecendo briga de crianças em disputa por escolher o canal de televisão.
Que que é isso, minha gente? O Brasil agonizando sob o peso dos tesouros subtraídos, e a população reduzindo a batalha a uma briga de crianças?
O Brasil quis tirar a presidente? Sim! Tirou? Tirou! Pronto! Qual o próximo passo?
O próximo passo é o mais difícil, e por isso essa luta “encruou”, e não ata nem desata.
Agora, é hora da união dos extremistas. Agora, todos são unânimes de que a luta deve continuar, mas admitir isso seria se ver forçado a uma aliança de idéias, o que, para a grande maioria, seria inadmissível!
Alouuuu! Agora é hora de gritarmos em uníssono: - Que venha o próximo da fila!!
Acontece que, só a palavra “uníssono" já assusta, pois, pressupõe, união, e, se existe uma palavra totalmente sem chances de ser balbuciada entre esses dois extremos é “união” ou “uni qualquer coisa"
Que desconforto né?
Camisas vermelhas e não vermelhas pelas ruas do Brasil gritando juntos: “Fora Temer!”… “Fora corrupção!”! Seria constrangedor pra ambas as partes!.
Sendo assim, um lado diz: “Vocês votaram nele, agora aceitem!” - enquanto o outro lado grita: “Tiraram ela? Agora chorem!”
Eta “frasezinhas" sem sentido...
Por que? Porque, nesse Brasil varonil existem pessoas que não votaram na presidente suspensa e, que ainda assim querem tirar o presidente em exercício e, existem também, pessoas que lutaram pelo impeachment, mesmo tendo votado na presidente suspensa.
Simples, não? São as pessoas que pensam, e pensam muito, e pensam bem!
Nesse cenário, os extremistas mais parecem duas crianças birrentas, postas frente a frente pela mãe, que se recusam a “fazer as pazes”.
Enquanto isso o Brasil e o povo brasileiro perdem, até mesmo, o respeito internacional.
Vai ser muito difícil, quiçá impossível, levar de volta os brasileiros às ruas, pois, esses mesmos brasileiros nem sabiam ao certo por que estavam lá. Chegamos a um beco sem saída… to achando que essa galerinha vai acabar quebrando o controle remoto, e a mamãe não vai mais deixar ver televisão, pra aprenderem a parar de brigar pelo canal. (Helena Antoun)
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