segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A palavra “humildade” tem sua origem no grego antigo, e sua fonte foge um pouco do conceito que temos do termo. A palavra que originou “humildade” foi a grega HUMUS, que significa “terra”. Este mesmo vocábulo da antiga Grécia também deu origem as palavras “homem” e “humanidade”. Significando primeiramente “terra fértil” e “criatura nascida da terra”, se desenvolveu até ter o significado que conhecemos hoje. “Humilde“, obviamente tem a mesma origem em HUMUS, e vem do grego HUMILIS, que significava literalmente “aquele/aquilo que fica no chão”.

A ÚMIDA HUMILDADE

A definição de humildade não é absoluta, pois, encontram-se diversas versões, até mesmo contraditórias, estando principalmente ligada a fundamentações religiosas. Não é uma prática, onde se decide: "a partir de hoje, vou ser humilde”. Não permite a afirmação: "sou uma pessoa humilde”. É uma postura que busca a manutenção do bem, sem proclamar resultados. É uma percepção exata de nossos atributos bons, que serão postos em prática, e maus, que serão evitados. Diferente da modéstia que faz com que neguemos nossos próprios valores, a humildade  nos dá a dimensão exata, ou quase exata, dos mesmos nas limitações e no brilhantismo. Faz com que nos reconheçamos como parte de um bem e uma igualdade comum, permitindo o foco sobre os resultados, e não sobre a autoria dos mesmos. Aceitar o próprio brilho, sem vaidade, os defeitos, sem menos-valia, e o reconhecimento público de ambos, pode se considerar uma postura humilde. 
 Conhecida como “a virtude do bom senso”, sentimentos como: “sou melhor que…”; “sou pior que…”; “sou mais que…”; “sou menos que…” - e tantos outros, nunca irão emergir numa postura humilde, pois, a humildade não atribui a nós mesmos, em relação aos demais, quaisquer adjetivos comparativos, limitando-nos apenas ao reconhecimento de “sermos iguais”, e, tão somente, “sermos iguais”. 
 Numa hierarquia social, quando vemos alguém mais privilegiado se dirigir com igualdade a uma pessoa “comum”, temos tendência a chamar de atitude de humilde. Em contrapartida, se o contrário acontece, nossa tendência é olhar a atitude como abuso, ou petulância, quando na verdade ambas são atitudes igualitárias, e passíveis de refletirem, tanto a humildade, quanto qualquer outra intenção por detrás. A humildade não enxerga hierarquia ou desigualdade, seja num sentido, ou no outro. 
 Se me fosse permitida uma definição, eu diria que humildade é  a virtude da "percepção", ou "não percepção” sobre nós mesmos, e sobre nossas capacidades e limitações; não enxerga a desigualdade; mantém claro nosso papel na busca da construção do bem comum; podendo brotar  espontaneamente como fruto de nossa vivência… e ainda ousaria um exemplo (entre tantos outros):  Madre Teresa de Calcutá 

 Por ser uma virtude, e intimamente ligada à auto-consciência, creio que a humildade seja necessariamente uma característica absoluta do indivíduo, e, não, que possa estar presente em alguns de nossos aspectos e atitudes,  e ausente em outros. Por ser considerada “a virtude do bom senso”, podemos dizer que a busca pela manutenção da igualdade e bem comum, enquanto virtude, e pela auto-consciência, enquanto bom senso, gera em nós um terreno fértil e propício à subsequente e espontânea germinação da humildade. Importante lembrar que nada disso pode ser considerado, se não houver a existência do Amor como parâmetro primordial. (Helena Antoun)

Do Grego EMPATHEIA, Em ou en significa estar dentro Pathos ou path é uma palavra grega que significa paixão, passagem, sofrimento, assujeitamento, sentimento e ligação afetiva . A ideia é estar “dentro” do sentimento alheio.


EMPATIA

Nos colocarmos no lugar do outro, é algo muito difícil, mas sermos pessoas empáticas, é muito mais. A empatia nos faz 'ser' o outro sem que nos percamos no universo emocional do outro. Isso vai exigir de nós que o desejo de entender, seja maior do que o desejo de desvendar; que a vontade de ajudar seja maior que a vontade de descobrir; e principalmente que a capacidade de 'ser' o outro supere a capacidade de se colocar no lugar do outro, pois, precisamos compreendê-lo através de seus olhos, e, não dos nossos. Se levarmos os nossos, não enxergaremos absolutamente nada. A empatia é um exercício eterno, chega a ser uma cruz que se carrega, e que desarma todas as nossas defesas diante do imenso mundo emocional do próximo. 
Nos despojarmos de nossos olhos e sentimentos, e vestirmos o olhar do outro para conseguirmos sentir o que o outro sente... 
Se não sentirmos o que o outro sente, foi porque falhamos. 
Ainda que logremos sucesso, estaremos distante do sucesso total, pois sempre nos restará a prerrogativa de nos salvarmos voltando a ser nós mesmos. 
Por todas essas razões, a empatia é um exercício eterno, é uma "tentativa de". 

Para que tudo isso se dê, é necessário que a coragem seja maior que o desejo, pois, quando a empatia se estabelece, a omissão terá que fazer as malas... Topas? (Helena Antoun)

POIS É, PRA QUE?

*** Na bagunça das minhas contraditórias opiniões...***
Grande é a nossa desolação

A luta contra a corrupção nas esferas governamentais brasileiras, não é, nem deveria ser, uma luta de extremistas que, no meio da passeata, precisam reler o que está escrito nos cartazes que carregam, pra lembrar o motivo pelo qual estão lutando…
É assim que vejo o panorama dessa guerrinha patética. Sim, "guerrinha patética”! Mais parecendo briga de crianças em disputa por escolher o canal de televisão.
Que que é isso, minha gente? O Brasil agonizando sob o peso dos tesouros subtraídos, e a população reduzindo a batalha a uma briga de crianças?
O Brasil quis tirar a presidente? Sim! Tirou? Tirou! Pronto! Qual o próximo passo? 
O próximo passo é o mais difícil, e por isso essa luta “encruou”, e não ata nem desata.
Agora, é hora da união dos extremistas. Agora, todos são unânimes de que a luta deve continuar, mas admitir isso seria se ver forçado a uma aliança de idéias, o que, para a grande maioria, seria inadmissível!
Alouuuu! Agora é hora de gritarmos em uníssono: - Que venha o próximo da fila!! 
Acontece que, só a palavra “uníssono" já assusta, pois, pressupõe, união, e, se existe uma palavra totalmente sem chances de ser balbuciada entre esses dois extremos é “união” ou “uni qualquer coisa"
Que desconforto né? 
Camisas vermelhas e não vermelhas pelas ruas do Brasil gritando juntos: “Fora Temer!”… “Fora corrupção!”! Seria constrangedor pra ambas as partes!.
Sendo assim, um lado diz: “Vocês votaram nele, agora aceitem!” - enquanto o outro lado grita: “Tiraram ela? Agora chorem!” 
Eta “frasezinhas" sem sentido...
Por que? Porque, nesse Brasil varonil existem pessoas que não votaram na presidente suspensa e, que ainda assim querem tirar o presidente em exercício e, existem também, pessoas que lutaram pelo impeachment, mesmo tendo votado na presidente suspensa. 
Simples, não? São as pessoas que pensam, e pensam muito, e pensam bem!
Nesse cenário, os extremistas mais parecem duas crianças birrentas, postas frente a frente pela mãe, que se recusam a “fazer as pazes”.
Enquanto isso o Brasil e o povo brasileiro perdem, até mesmo, o respeito internacional.

Vai ser muito difícil, quiçá impossível, levar de volta os brasileiros às ruas, pois, esses mesmos brasileiros nem sabiam ao certo por que estavam lá. Chegamos a um beco sem saída… to achando que essa galerinha vai acabar quebrando o controle remoto, e a mamãe não vai mais deixar ver televisão, pra aprenderem a parar de brigar pelo canal. (Helena Antoun)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Sim, somos resultado das nossas escolhas. Mas ainda assim, sempre haverá uma coisa que precede à escolha: a lista opções que a realidade nos oferece, e que são deixadas por nossos antepassados que, por sua vez,  também passaram pelo mesmo processo. Sim, somos resultados de nossas escolhas, mas daquelas que a vida nos apresentou. E, até mesmo, quando "criamos" uma nova, além dessas, ainda assim, nossa capacidade criativa é fruto das ferramentas que dispomos, deixadas por pais, avós, bisavós... Acho que não escolhemos, mas optamos. Quem dera pudéssemos de fato escolher... É difícil reduzir tão engendrado contexto, a um simples baile de "mea culpa"...
 O Sorveteiro - Que sabor que você quer?
 A criança - Tem de que? 

sexta-feira, 12 de junho de 2015


"O suicídio, quando acontece, podemos dizer que foi um projeto que deu certo"


"Como se termina uma obra, quando até mesmo o projeto esta inacabado?"
Carái!! Que merda....