*** Na bagunça das minhas contraditórias opiniões...***
Grande é a nossa desolação
A luta contra a corrupção nas esferas governamentais brasileiras, não é, nem deveria ser, uma luta de extremistas que, no meio da passeata, precisam reler o que está escrito nos cartazes que carregam, pra lembrar o motivo pelo qual estão lutando…
É assim que vejo o panorama dessa guerrinha patética. Sim, "guerrinha patética”! Mais parecendo briga de crianças em disputa por escolher o canal de televisão.
Que que é isso, minha gente? O Brasil agonizando sob o peso dos tesouros subtraídos, e a população reduzindo a batalha a uma briga de crianças?
O Brasil quis tirar a presidente? Sim! Tirou? Tirou! Pronto! Qual o próximo passo?
O próximo passo é o mais difícil, e por isso essa luta “encruou”, e não ata nem desata.
Agora, é hora da união dos extremistas. Agora, todos são unânimes de que a luta deve continuar, mas admitir isso seria se ver forçado a uma aliança de idéias, o que, para a grande maioria, seria inadmissível!
Alouuuu! Agora é hora de gritarmos em uníssono: - Que venha o próximo da fila!!
Acontece que, só a palavra “uníssono" já assusta, pois, pressupõe, união, e, se existe uma palavra totalmente sem chances de ser balbuciada entre esses dois extremos é “união” ou “uni qualquer coisa"
Que desconforto né?
Camisas vermelhas e não vermelhas pelas ruas do Brasil gritando juntos: “Fora Temer!”… “Fora corrupção!”! Seria constrangedor pra ambas as partes!.
Sendo assim, um lado diz: “Vocês votaram nele, agora aceitem!” - enquanto o outro lado grita: “Tiraram ela? Agora chorem!”
Eta “frasezinhas" sem sentido...
Por que? Porque, nesse Brasil varonil existem pessoas que não votaram na presidente suspensa e, que ainda assim querem tirar o presidente em exercício e, existem também, pessoas que lutaram pelo impeachment, mesmo tendo votado na presidente suspensa.
Simples, não? São as pessoas que pensam, e pensam muito, e pensam bem!
Nesse cenário, os extremistas mais parecem duas crianças birrentas, postas frente a frente pela mãe, que se recusam a “fazer as pazes”.
Enquanto isso o Brasil e o povo brasileiro perdem, até mesmo, o respeito internacional.
Vai ser muito difícil, quiçá impossível, levar de volta os brasileiros às ruas, pois, esses mesmos brasileiros nem sabiam ao certo por que estavam lá. Chegamos a um beco sem saída… to achando que essa galerinha vai acabar quebrando o controle remoto, e a mamãe não vai mais deixar ver televisão, pra aprenderem a parar de brigar pelo canal. (Helena Antoun)